Arte & Cultura| 25/03/2008 | Copyleft

CAROS AMIGOS

Sérgio de Souza, o semeador

Serjão se foi aos 73 anos, e deixou muita gente sem chão. Para a nova geração de jornalistas, ele era o venerado timoneiro da revista "Caros Amigos", criada em 1997 e capitaneada por ele desde então.

Hoje, pouco antes das 5 horas da manhã, o jornalista Sérgio de Souza faleceu no hospital Oswaldo Cruz, onde estava internado há duas semanas. Teve uma perfuração do duodeno, que debilitou sua resistência física, levando-o a um infarto e posterior infecção generalizada.

Serjão se foi aos 73 anos, e deixou muita gente sem chão. Para a nova geração de jornalistas, ele era o venerado timoneiro da revista Caros Amigos, criada em 1997 e capitaneada por ele desde então. Os caros amigos, no caso, eram em sua maioria antigos companheiros de trajetória, ícones do jornalismo que levaram muitos de nós a correr mensalmente para as bancas em busca de algo que, simplificando, poderia ser definido como “substância”.

Para os caros amigos e velhos companheiros, Serjão foi muito mais do que o diretor da Caros Amigos. Idealizador da primeira revista de esquerda de fôlego e alcance do pós-anos-de-chumbo, ele passou por uma série de pequenos e grandes veículos, “alternativos” e “grande mídia”, sem arranhar a qualidade de seu trabalho. Da Folha de S. Paulo ao Bondinho, do Fantástico à Ex, passando pelo Notícias Populares, Revista Manchete, Quatro Rodas, revista Globo Rural etc., fez história.

Aliás, história mesmo fez com o grupo de amigos que criaram na revista Realidade uma das mais importantes experiências jornalísticas do país. Serjão tinha um dom de ser “chefe”, coordenador; gentil, mas incisivo...

A geração de jornalista da qual Sérgio de Souza foi um dos grandes nomes levou muitos de nós, os mais novos, a atuar na profissão com entusiasmo e respeito profundo à missão de contar o mundo. Contar dores e felicidades, desesperanças e lutas, injustiças e vitórias, enfim, as coisas da qual a vida é feita; contar tudo isso de forma a revelar e desvelar.

Para nós que tivemos o enorme privilégio de estar com Serjão em algum momento de sua vida, alguma farpa da sua força e incrível energia criadora ficou presa num recanto do nosso ser. Sérgio de Souza semeou ventanias. Precisamos, nós, fazer com que continuem ventando ventos de rodamoinhos e transformação.



 

>> INSIRA SEU COMENTÁRIO >>

COMENTÁRIOS (6 Comentários)
       
Opinião Comentário Autor Data
Me façam um favor, acho que... Gustavo Pamplona 27/03/2008
Com tantos clóvis, elianes ... Paulo Ribeiro 27/03/2008
Prezada Verena, Seu text... Lula Miranda 27/03/2008
Se já estamos tão carentes ... carlinhos medeiros 26/03/2008
o que na verdade significa ... raquel.morilha 26/03/2008
bondinho, ex, realidade, qu... altamiro souza 26/03/2008
 
Busca:
  Cadastro: somos 59451
.
Faça parte de Carta Maior
Boletim Carta Maior
.
.
Destaques
 
Parcerias






.
Principal | TV Carta Maior | Blog do Emir | Colunistas | Análise & Opinião | Arte & Cultura | Direitos Humanos | Economia | Educação | Humor | Internacional | Meio Ambiente | Movimentos Sociais | Política | Radio Carta Maior | Cartas dos Leitores | Expediente | Quem Somos